Brasil precisa avançar mais na saúde bucal
O Brasil avançou muito na área da saúde bucal, mas é preciso reconhecer a necessidade de avançar muito mais, para que a preocupação com os dentes bem tratados seja reconhecida como um direito do cidadão, disse, na AORP, o coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde.
Gilberto Pucca veio a Ribeirão Preto no dia 25 de novembro, em programação elaborada pelo Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, que indicou a AORP para sediar reunião que contou com a presença de representantes de 115 cidades, tratando sobre o programa Brasil Sorridente.
O coordenador do Ministério apresentou números estatísticos, demonstrando o avanço na atenção à saúde bucal a partir de 2003. "Temos agora a saúde bucal levada a sério", disse ele, citando que, além do tratamento feito em diferentes especialidades, há preocupação especial contra o câncer de boca, segundo ele a quinta maior causa de câncer no Brasil.
"Não havia ação de prevenção antes de 2003", afirmou Pucca. Ele disse ainda que, a partir daquele ano, dentistas passaram a integrar equipes do Programa Saúde da Família, e dessa forma a assistência odontológica foi levada a regiões onde não existia. O coordenador fez referência à confecção e distribuição de próteses, entre outras medidas. Também discorreu sobre a ação preventiva, dando como exemplo o apoio à fluoretação das águas de abastecimento público.
26 cidades presentes
Na visita de Gilberto Pucca estavam no auditório da AORP representantes de 26 cidades, de São Paulo e Minas Gerais, incluindo dois prefeitos, vereadores e secretários ou coordenadores municipais de Saúde Bucal.
Na abertura da reunião, integraram a mesa Gilberto Pucca, prefeita Dárcy Vera e o presidente do CROSP, Emil Razuk. Também presentes: o vereador de Ribeirão, André Luís Silva; secretária municipal de Saúde, Carla Palhares; presidente da AORP, Walter Martins Júnior; presidente da APCD-RP e diretor da Regional do CROSP, Artur Rocha Martini; diretor do Departamento Odontológico da Prefeitura, Pedro Bistane; presidente Sindiorp, Ernani Bezerra da Silva e representantes das faculdades da USP e Unaerp.
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